Decisão · STJ

STJ AREsp 2267929

Rel. JESUÍNO RISSATO (DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJDFT)julgado em 2022-12-12publicado em 2024-02-23
PROCESSUAL
AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. ROUBO MAJORADO. PLEITO ABSOLUTÓRIO. NULIDADE DO RECONHECIMENTO PESSOAL POR INOBSERVÂNCIA DO ART. 226 DO CPP. NÃO OCORRÊNCIA. EXISTÊNCIA DE PROVAS AUTÔNOMAS E INDEPENDENTES. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA N. 7/STJ. DECISÃO MANTIDA. 1. A Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça alinhou a compreensão de que "o reconhecimento de pessoa, presencialmente ou por fotografia, realizado na fase do inquérito policial, apenas é apto, para identificar o réu e fixar a autoria delitiva, quando observadas as formalidades previstas no art. 226 do Código de Processo Penal e quando corroborado por outras provas colhidas na fase judicial, sob o crivo do contraditório e da ampla defesa" (HC n. 652.284/SC, rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, julgado em 27/4/2021, DJe 3/5/2021). 2. Caso concreto em que o acórdão considerou que a autoria delitiva foi satisfatoriamente demonstrada, não apenas pelo reconhecimento do acusado, mas considerando provas autônomas e independentes - "todos os elementos probatórios (palavra da vítima, reconhecimento fotográfico do réu, depoimento da testemunha e do policial militar) são convergentes e harmônicos entre si, a apontar a prática criminosa do roubo, sendo a tese defensiva de negativa de autoria, frágil e completamente isolada das provas carreadas ao processo eletrônico" -, não havendo nenhum reparo a ser feito, sobretudo diante da impossibilidade de revolvimento fático-probatório, na via do recurso especial (Súmula n. 7/STJ). 3. Agravo regimental improvido. RELATÓRIO Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que conheceu do agravo para negar provimento ao recurso especial. Sustenta a parte agravante que "não há elementos suficientes para apontar a autoria delitiva com precisão" (fl. 593). Defende, assim, que deve ser reconhecida a violação do art. 226 do CPP, dada a suposta nulidade do reconhecimento do acusado. Nesse sentido, argumenta que "há de se ponderar sobre a fragilidade e o nível de credibilidade dos ditos outros meios de provas citados, no caso, os depoimentos da vítima e dos policiais" (fl. 593). Requer o provimento do agravo para absolver o recorrente. Não foram prestadas informações. É o relatório. EMENTA AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. ROUBO MAJORADO. PLEITO ABSOLUTÓRIO. NULIDADE DO RECONHECIMENTO PESSOAL POR INOBSERVÂNCIA DO ART. 226 DO CPP. NÃO OCORRÊNCIA. EXISTÊNCIA DE PROVAS AUTÔNOMAS E INDEPENDENTES. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA N. 7/STJ. DECISÃO MANTIDA. 1. A Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça alinhou a compreensão de que "o reconhecimento de pessoa, presencialmente ou por fotografia, realizado na fase do inquérito policial, apenas é apto, para identificar o réu e fixar a autoria delitiva, quando observadas as formalidades previstas no art. 226 do Código de Processo Penal e quando corroborado por outras provas colhidas na fase judicial, sob o crivo do contraditório e da ampla defesa" (HC n. 652.284/SC, rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, julgado em 27/4/2021, DJe 3/5/2021). 2. Caso concreto em que o acórdão considerou que a autoria delitiva foi satisfatoriamente demonstrada, não apenas pelo reconhecimento do acusado, mas considerando provas autônomas e independentes - "todos os elementos probatórios (palavra da vítima, reconhecimento fotográfico do réu, depoimento da testemunha e do policial militar) são convergentes e harmônicos entre si, a apontar a prática criminosa do roubo, sendo a tese defensiva de negativa de autoria, frágil e completamente isolada das provas carreadas ao processo eletrônico" -, não havendo nenhum reparo a ser feito, sobretudo diante da impossibilidade de revolvimento fático-probatório, na via do recurso especial (Súmula n. 7/STJ). 3. Agravo regimental improvido.
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