Decisão · STJ

STJ HC 819844

Rel. DANIELA TEIXEIRAjulgado em 2023-05-02publicado em 2024-10-29
PROCESSUAL
DIREITO PROCESSUAL PENAL. HOMICÍDIO MEDIANTE EMBOSCADA. MOTIVO TORPE. EXCESSO DE PRAZO NÃO VERIFICADO. HABEAS CORPUS. PRISÃO PREVENTIVA. ORDEM DENEGADA. I. Caso em exame 1. Habeas corpus impetrado visando à revogação da prisão preventiva do paciente, alegando ausência dos requisitos para sua manutenção. A prisão foi mantida com base na razoabilidade dos prazos processuais e na gravidade dos crimes imputados. II. Questão em discussão 2. A questão em discussão consiste na verificação da legalidade da manutenção da prisão preventiva, considerando a alegação de excesso de prazo e a possibilidade de aplicação de medidas cautelares diversas. III. Razões de decidir 3. A prisão preventiva é compatível com a presunção de inocência, desde que não seja antecipação de pena e atenda aos requisitos do art. 312 do CPP. 4. A análise do excesso de prazo deve considerar a razoabilidade e as peculiaridades do caso concreto, não se configurando constrangimento ilegal pela mera soma aritmética dos prazos. 5. A complexidade do caso e a pluralidade de réus justificam a duração do processo, não havendo desídia do Poder Judiciário. 6. A gravidade concreta da conduta e a periculosidade do paciente indicam a necessidade de manutenção da prisão preventiva para garantia da ordem pública. IV. Dispositivo e tese 7. Ordem de habeas corpus denegada. RELATÓRIO Tendo em vista as orientações e valores destacados no Pacto Nacional do Judiciário pela Linguagem Simples, o qual está pautado em instrumentos internacionais de direitos humanos e de acesso à Justiça, adoto o último relatório contido nos autos. A defesa alega, em síntese, a ausência dos requisitos para a manutenção da custódia preventiva. Consta dos autos que o paciente está preso. Requer, liminar e definitivamente, a concessão da ordem para obter a revogação da prisão preventiva. É o relatório. EMENTA DIREITO PROCESSUAL PENAL. HOMICÍDIO MEDIANTE EMBOSCADA. MOTIVO TORPE. EXCESSO DE PRAZO NÃO VERIFICADO. HABEAS CORPUS. PRISÃO PREVENTIVA. ORDEM DENEGADA. I. Caso em exame 1. Habeas corpus impetrado visando à revogação da prisão preventiva do paciente, alegando ausência dos requisitos para sua manutenção. A prisão foi mantida com base na razoabilidade dos prazos processuais e na gravidade dos crimes imputados. II. Questão em discussão 2. A questão em discussão consiste na verificação da legalidade da manutenção da prisão preventiva, considerando a alegação de excesso de prazo e a possibilidade de aplicação de medidas cautelares diversas. III. Razões de decidir 3. A prisão preventiva é compatível com a presunção de inocência, desde que não seja antecipação de pena e atenda aos requisitos do art. 312 do CPP. 4. A análise do excesso de prazo deve considerar a razoabilidade e as peculiaridades do caso concreto, não se configurando constrangimento ilegal pela mera soma aritmética dos prazos. 5. A complexidade do caso e a pluralidade de réus justificam a duração do processo, não havendo desídia do Poder Judiciário. 6. A gravidade concreta da conduta e a periculosidade do paciente indicam a necessidade de manutenção da prisão preventiva para garantia da ordem pública. IV. Dispositivo e tese 7. Ordem de habeas corpus denegada.
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