Decisão · STJ

STJ RHC 197537

Rel. DANIELA TEIXEIRAjulgado em 2024-05-02publicado em 2024-10-21
PENAL
DIREITO PENAL. LATROCÍNIO. RECURSO EM HABEAS CORPUS. PRISÃO PREVENTIVA. EXCESSO DE PRAZO NÃO CONFIGURADO. COMPLEXIDADE PROCESSUAL. RECURSO NÃO PROVIDO. I. Caso em exame 1. Habeas corpus impetrado visando à revogação da prisão preventiva do paciente, alegando ausência dos requisitos para sua manutenção e excesso de prazo na formação da culpa. O paciente está preso preventivamente desde 08 de dezembro de 2023, acusado de latrocínio em concurso de pessoas. II. Questão em discussão 2. A questão em discussão consiste em verificar a legalidade da manutenção da prisão preventiva e a existência de excesso de prazo na formação da culpa. III. Razões de decidir 3. A prisão preventiva é compatível com a presunção de inocência, desde que não se configure como antecipação de pena e estejam presentes os requisitos do art. 312 do CPP. 4. A análise do excesso de prazo deve considerar a razoabilidade e as peculiaridades do caso concreto, não se configurando apenas pela soma aritmética dos prazos processuais. 5. No caso, a complexidade do processo e a regularidade da marcha processual justificam a manutenção da prisão preventiva, não havendo constrangimento ilegal. IV. Dispositivo 6. Recurso não provido. RELATÓRIO Tendo em vista as orientações e valores destacados no Pacto Nacional do Judiciário pela Linguagem Simples, o qual está pautado em instrumentos internacionais de direitos humanos e de acesso à Justiça, adoto o último relatório contido nos autos (e-STJ fl. 488-491). A defesa alega, em síntese, a ausência dos requisitos para a manutenção da custódia preventiva. Consta dos autos que o paciente está preso. Requer, liminar e definitivamente, o provimento do recurso para obter a revogação da prisão preventiva. É o relatório. EMENTA DIREITO PENAL. LATROCÍNIO. RECURSO EM HABEAS CORPUS. PRISÃO PREVENTIVA. EXCESSO DE PRAZO NÃO CONFIGURADO. COMPLEXIDADE PROCESSUAL. RECURSO NÃO PROVIDO. I. Caso em exame 1. Habeas corpus impetrado visando à revogação da prisão preventiva do paciente, alegando ausência dos requisitos para sua manutenção e excesso de prazo na formação da culpa. O paciente está preso preventivamente desde 08 de dezembro de 2023, acusado de latrocínio em concurso de pessoas. II. Questão em discussão 2. A questão em discussão consiste em verificar a legalidade da manutenção da prisão preventiva e a existência de excesso de prazo na formação da culpa. III. Razões de decidir 3. A prisão preventiva é compatível com a presunção de inocência, desde que não se configure como antecipação de pena e estejam presentes os requisitos do art. 312 do CPP. 4. A análise do excesso de prazo deve considerar a razoabilidade e as peculiaridades do caso concreto, não se configurando apenas pela soma aritmética dos prazos processuais. 5. No caso, a complexidade do processo e a regularidade da marcha processual justificam a manutenção da prisão preventiva, não havendo constrangimento ilegal. IV. Dispositivo 6. Recurso não provido.
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