Decisão · STJ

STJ AREsp 3025944

Rel. MARCO AURÉLIO BELLIZZEjulgado em 2025-08-21publicado em 2026-06-01
CIVIL
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. DIREITO ADMINISTRATIVO. CONTRATO ADMINISTRATIVO. PENALIDADE DECORRENTE DE MORA CONTRATUAL. VIOLAÇÃO AO ART. 41 DA LEI N. 8.666/1993. NEC ESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULA CONTRATUAL E DE REEXAME DE FATOS E DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULAS N. 5/STJ E 7/STJ. VÍCIOS DO ART. 1.022 DO CPC/2015. OMISSÃO. CONTRADIÇÃO. OBSCURIDADE. NÃO OCORRÊNCIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. 1. A matéria alegadamente omissa, contraditória ou obscura foi devida e suficientemente enfrentada, evidenciando que a irresignação da parte recorrente revela, na realidade, pretensão de reforma da decisão, o que não se coaduna com a finalidade processual dos embargos de declaração, nos termos do art. 1.022 do CPC. 2. Embargos de declaração rejeitados. RELATÓRIO Trata-se de embargos de declaração opostos por SHANON MODA LTDA. ao acórdão desta Segunda Turma, nos termos da seguinte ementa (e-STJ, fl. 1.064): AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. DIREITO ADMINISTRATIVO. CONTRATO ADMINISTRATIVO. PENALIDADE DECORRENTE DE MORA CONTRATUAL. VIOLAÇÃO AO ART. 41 DA LEI N. 8.666/1993. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULA CONTRATUAL E DE REEXAME DE FATOS E DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULAS N. 5/STJ E 7/STJ. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça é pacífica no sentido de que a interpretação de cláusulas contratuais e o reexame de matéria probatória encontram óbice nas Súmulas 5/STJ e 7/STJ. 2. O Tribunal de origem analisou as cláusulas contratuais e os elementos fático-probatórios dos autos para concluir pela regularidade da aplicação da penalidade administrativa. Assim, a decisão monocrática foi correta ao concluir que eventual modificação do julgado exigiria interpretação de cláusula contratual e reexame de matéria probatória, o que é vedado no âmbito do recurso especial. 3. Agravo interno desprovido. Nas suas razões recursais (e-STJ, fls. 1.076-1.080), a embargante alega que o acórdão possuiria omissão relevante. Isso porque "o deslinde da controvérsia não passa pela interpretação de cláusulas contratuais ou mesmo pelo reexame de provas. Pelo contrário, a controvérsia passa, necessariamente, pelo correto entendimento e aplicação do art. 55, VII, da Lei nº 8.666/1993, que diz textualmente: São cláusulas necessárias em todo contrato as que estabeleçam: (..) VII - os direitos e as responsabilidades das partes, as penalidades cabíveis e os valores das multas" (e-STJ, fl. 1.076). Requer, ao final, o acolhimento dos embargos de declaração. As contrarrazões não foram apresentadas (e-STJ, fl. 1.089). É o relatório. EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. DIREITO ADMINISTRATIVO. CONTRATO ADMINISTRATIVO. PENALIDADE DECORRENTE DE MORA CONTRATUAL. VIOLAÇÃO AO ART. 41 DA LEI N. 8.666/1993. NEC ESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULA CONTRATUAL E DE REEXAME DE FATOS E DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULAS N. 5/STJ E 7/STJ. VÍCIOS DO ART. 1.022 DO CPC/2015. OMISSÃO. CONTRADIÇÃO. OBSCURIDADE. NÃO OCORRÊNCIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. 1. A matéria alegadamente omissa, contraditória ou obscura foi devida e suficientemente enfrentada, evidenciando que a irresignação da parte recorrente revela, na realidade, pretensão de reforma da decisão, o que não se coaduna com a finalidade processual dos embargos de declaração, nos termos do art. 1.022 do CPC. 2. Embargos de declaração rejeitados.
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