TJMG 5001304-32.2025.8.13.0487
ADMINISTRATIVOEMENTA: APELAÇÃO CÍVEL - SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL - AGENTE COMUNITÁRIO DE SAÚDE - ADICIONAL DE INSALUBRIDADE - EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 120/2022 - AUSÊNCIA DE REGULAMENTAÇÃO POR LEI MUNICIPAL - IMPOSSIBILIDADE DE CONCESSÃO - PROVA PERICIAL - DESNECESSIDADE - HONORÁRIOS SUCUMBÊNCIAIS - REDUÇÃO - POSSIBILIDADE.
- O adicional de insalubridade aos servidores públicos municipais depende de regulamentação por lei local, que defina critérios técnicos, percentuais e base de cálculo, nos termos do art. 39, §3º, da Constituição Federal.
- A Emenda Constitucional nº 120/2022, embora tenha reconhecido o direito dos agentes comunitários de saúde ao adicional de insalubridade, não dispensou a necessidade de regulamentação infraconstitucional.
- A inexistência de norma municipal específica inviabiliza a fixação e o pagamento do adicional pretendido, ainda que demonstradas condições insalubres de trabalho.
- A realização de prova pericial mostra-se desnecessária quando o direito material invocado é juridicamente inviável por ausência de regulamentação legal.
- Considerando que a matéria discutida nos autos é de baixa complexidade e que não há qualquer indício de que existiram obstáculos para a prestação dos serviços pelo advogado da parte, possível a redução do valor dos honorários de sucumbência.