Decisão · TJMG

TJMG 5006778-02.2017.8.13.0313

Rel. Luciano Pinto17ª Câmara Cíveljulgado em 2018-11-22publicado em 2018-11-23
CIVIL
EMENTA: APELAÇÃO CÍVEL - AÇÃO ORDINÁRIA DE OBRIGAÇÃO DE FAZER - PLANO DE SAÚDE - CONTRATO ANTERIOR À LEI Nº 9.656/98 - CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR - APLICABILIDADE - NEGATIVA DE COBERTURA DO MEDICAMENTO PRESCRITO PELO MÉDICO - NÃO CABIMENTO - AUSÊNCIA DE EXCLUSÃO EXPRESSA DE COBERTURA NO CONTRATO - DANO MORAL - CONFIGURADO. Aplica-se o Código de Defesa do Consumidor aos contratos de plano de saúde, nos termos da Súmula 469, do STJ. Segundo a hodierna jurisprudência do STJ, mesmo nos contratos anteriores à Lei nº 9.656/98, revela-se abusiva a negativa de cobertura dos custos de medicamentos, órteses, próteses, exames ou fisioterapia, por parte dos planos de saúde, quando estes forem indispensáveis para o sucesso da cirurgia ou tratamento do paciente. A negativa do plano de saúde à cobertura do medicamento Ranibizumabe (nome comercial Lucentis) não se justifica a uma, porque, de acordo com o médico que assiste o paciente, tal tratamento é o mais adequado ao quadro clínico apresentado; a duas, porque não há, no contrato, restrição expressa para cobertura do medicamento. A recusa indevida do plano de saúde ao custeio de medicamento necessário ao pleno restabelecimento da saúde do segurado transborda os limites da razoabilidade e configura dano moral.
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