Decisão · TJMG

TJMG 0496990-84.2012.8.13.0145

Rel. Alvares Cabral Da Silva10ª Câmara Cíveljulgado em 2013-11-19publicado em 2013-11-22
CIVIL
EMENTA: PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS TELEFONICO. IDENTIFICADOR DE CHAMADAS. BINA. INDENIZATÓRIA. DO DANO MORAL. INADIMPLEMENTO DE OBRIGAÇÃO CONTRATUAL. MERO ABORRECIMENTO. IMPROCEDÊNCIA. O inadimplemento de obrigação contratual, por si só, não acarreta dano moral, o qual pressupõe ofensa anormal à personalidade. Meros aborrecimentos, chateações, desacertos comerciais não configuram dano de cunho moral, sendo indevido o pagamento de indenização a tal título decorrente de tais fatos. A indenização de cunho material somente é devida caso haja a comprovação do prejuízo causado pelo agente. Aborrecimentos e chateações não configuram dano de cunho moral, sendo indevido o pagamento de indenização a tal título decorrente de tais fatos. Para que se possa falar em indenização por dano moral, é preciso que a pessoa seja atingida em sua honra, sua reputação, sua personalidade, seu sentimento de dignidade, se sujeitando a dor, humilhação, constrangimentos, isto é, tenha os seus sentimentos violados. A dor moral, que decorre da ofensa aos direitos da personalidade, apesar de ser deveras subjetiva, deve ser diferenciada do mero aborrecimento, a qual todos estamos sujeitos e que pode acarretar, no máximo, a reparação por danos materiais, sob pena de ampliarmos excessivamente a abrangência do dano moral, a ponto de desmerecermos o instituto do valor e da atenção devidos. O inadimplemento contratual implica a obrigação de indenizar os danos patrimoniais; não, danos morais, cujo reconhecimento implica mais do que os dissabores de um negócio frustrado.
← Buscar mais precedentes Ver no site oficial do tribunal →