STF HC 271994 AgR
PROCESSUALAGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. DIREITO PROCESSUAL PENAL. CONDENAÇÃO COM TRÂNSITO EM JULGADO PELO CRIME DE TRÁFICO ILÍCITO DE DROGAS. ALEGAÇÃO DE NULIDADE DA BUSCA DOMICILIAR REALIZADA SEM MANDADO JUDICIAL E SEM FUNDADAS RAZÕES. HABEAS CORPUS IMPETRADO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA DE MINISTRO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA E COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO IMPROVIDO.
I. Caso em exame
1. Paciente condenado, definitivamente, à pena de 5 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, pela prática do crime de tráfico ilícito de drogas tipificado no art. 33 da Lei n. 11.343/2006.
2. O Ministro Relator do Superior Tribunal de Justiça indeferiu liminarmente o habeas corpus.
3. Busca-se a concessão da ordem, ainda que de ofício, “para reconhecer a ilicitude das provas obtidas mediante violação de domicílio, bem como das provas delas derivadas, declarando-se a nulidade da sentença condenatória e dos acórdãos subsequentes, com a consequente absolvição do paciente”.
II. Questão em discussão
4. Saber se é possível o Supremo Tribunal Federal — STF analisar as alegações veiculadas neste habeas corpus.
III. Razões de decidir
5. O art. 102, I, i, da Constituição Federal prescreve que a competência do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar originariamente a ação constitucional do habeas corpus será inaugurada quando o coator for Tribunal Superior ou quando o coator ou o paciente for autoridade ou funcionário cujos atos estejam sujeitos diretamente à jurisdição do STF, ou se trate de crime sujeito à mesma jurisdição em uma única instância. No caso, este habeas corpus foi impetrado contra decisão monocrática de Ministro do Superior Tribunal de Justiça.
6. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal admite a impetração de habeas corpus como sucedâneo de revisão criminal apenas nas hipóteses excepcionais de manifesta ilegalidade ou teratologia, o que não se verifica no caso concreto.
IV. Dispositivo
7. Agravo regimental ao qual se nega provimento.