Decisão · STJ

STJ AREsp 3041660

Rel. SEBASTIÃO REIS JÚNIORjulgado em 2025-09-08publicado em 2026-04-22
PROCESSUAL
AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. NULIDADE POR QUEBRA DA CADEIA DE CUSTÓDIA. PRETENSÃO DE ABSOLVIÇÃO POR INSUFICIÊNCIA PROBATÓRIA. IMPOSSIBILIDADE DE REVERSÃO SEM REVOLVIMENTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 7/STJ. INEXISTÊNCIA DE QUEBRA DA CADEIA DE CUSTÓDIA. PROCEDIMENTOS DE APREENSÃO E REMESSA PRESERVADOS. ALEGAÇÕES GENÉRICAS DE ADULTERAÇÃO INSUFICIENTES. DESNECESSIDADE DE PERITOS OFICIAIS NA TRANSCRIÇÃO DE DADOS. AUSÊNCIA DE ARGUMENTOS NOVOS CAPAZES DE INFIRMAR A DECISÃO. MANUTENÇÃO DA DECISÃO POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. Agravo regimental improvido. RELATÓRIO Trata-se de agravo regimental interposto por JOAO PAULO SANTOS DE JESUS contra decisão monocrática assim ementada (fl. 2.084): AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. NULIDADE. QUEBRA NA CADEIA DE CUSTÓDIA. ABSOLVIÇÃO. PRETENSÃO QUE DEMANDA INCURSÃO NO ACERVO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 7/STJ. Agravo conhecido para não conhecer do recurso especial. Nas razões (fls. 2.093/2.133), a parte agravante alega que a decisão deve ser reformada para conhecer e dar provimento ao recurso especial, porque a controvérsia envolve revaloração da prova e reenquadramento jurídico dos fatos, não incidindo a Súmula 7 do Superior Tribunal de Justiça. Argumenta que não há revolvimento probatório, mas atribuição de devido valor jurídico a fatos incontroversos, citando precedentes do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça sobre a possibilidade de revaloração e reenquadramento jurídico pelas Cortes Superiores. Sustenta a ilicitude das provas por quebra da cadeia de custódia, pois os celulares apreendidos foram analisados pela inteligência da AGEPEN sem lacre e somente acondicionados com lacre quando da entrega ao GAECO, em 12/1/2022, contrariando os arts. 158-A a 158-D do Código de Processo Penal - com referência ao depoimento do policial penal Milson, ao ofício da AGEPEN e às notas técnicas que demonstram lacres do Ministério Público. Defende que, reconhecida a nulidade da prova digital, inexiste qualquer outro elemento apto a sustentar a condenação, impondo-se a absolvição nos termos do art. 386, VII, do Código de Processo Penal. Alega, ainda, ausência de provas seguras do crime de organização criminosa, afirmando violação do art. 1º, § 1º, e do art. 2º da Lei n. 12.850/2013, por falta de individualização de conduta, divisão de tarefas e demonstração de vantagem, sendo indevida a condenação baseada em cadastros e anotações genéricas. Requer a concessão de ordem de ofício, em razão da flagrante ilegalidade, com fundamento no parágrafo único do art. 647-A e no art. 654, § 2º, do Código de Processo Penal (fl. 2.105). Pugna, assim, pela reforma da decisão agravada. Foi dispensada a oitiva da parte agravada. É o relatório. EMENTA AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. NULIDADE POR QUEBRA DA CADEIA DE CUSTÓDIA. PRETENSÃO DE ABSOLVIÇÃO POR INSUFICIÊNCIA PROBATÓRIA. IMPOSSIBILIDADE DE REVERSÃO SEM REVOLVIMENTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 7/STJ. INEXISTÊNCIA DE QUEBRA DA CADEIA DE CUSTÓDIA. PROCEDIMENTOS DE APREENSÃO E REMESSA PRESERVADOS. ALEGAÇÕES GENÉRICAS DE ADULTERAÇÃO INSUFICIENTES. DESNECESSIDADE DE PERITOS OFICIAIS NA TRANSCRIÇÃO DE DADOS. AUSÊNCIA DE ARGUMENTOS NOVOS CAPAZES DE INFIRMAR A DECISÃO. MANUTENÇÃO DA DECISÃO POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. Agravo regimental improvido.
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