STJ HC 1050499
PROCESSUALDIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE REVISÃO CRIMINAL. INVIABILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. I. Caso em exame 1. Agravo regimental interposto contra decisão que indeferiu liminarmente habeas corpus por ausência de competência do Superior Tribunal de Justiça para conhecer de writ manejado como substitutivo de revisão criminal após o trânsito em julgado da condenação. 2. A parte agravante alega ilegalidade na condenação pelo delito de extorsão mediante sequestro, sustentando ausência do elemento típico "exigência de resgate", pois a privação de liberdade não teria condicionado a soltura ao pagamento de resgate, mas sim à realização de transferência bancária. II. Questão em discussão 3. A questão em discussão consiste em saber se é possível a impetração de habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça contra acórdão transitado em julgado, como substitutivo de revisão criminal. III. Razões de decidir 4. O Superior Tribunal de Justiça não possui competência para processar e julgar habeas corpus contra acórdão transitado em julgado, uma vez que sua competência se restringe à revisão criminal de seus próprios julgados. 5. A decisão agravada não apresenta teratologia ou coação ilegal que justifique a concessão da ordem de habeas corpus. IV. Dispositivo e tese 6. Resultado do Julgamento: Agravo regimental não provido. Tese de julgamento: 1. O Superior Tribunal de Justiça não possui competência para processar e julgar habeas corpus contra acórdão transitado em julgado, sendo cabível apenas a revisão criminal de seus próprios julgados. 2. A decisão agravada não pode ser reformada na ausência de teratologia ou coação ilegal que justifique a concessão da ordem de habeas corpus . Dispositivos relevantes citados: CPP, art. 621. Jurisprudência relevante citada: STJ, AgRg no HC 751.156/SP, Rel. Min. Laurita Vaz, Sexta Turma, julgado em 09.08.2022, DJe 18.08.2022; STJ, AgRg no HC 883.060/SP, Rel. Min. Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, julgado em 22.04.2024, DJe 25.04.2024; STJ, AgRg no HC 916.691/MG, Rel. Min. Messod Azulay Neto, Quinta Turma, julgado em 12.03.2025, DJEN 19.03.2025; STJ, AgRg no HC 939.672/SC, Rel. Min. Rogério Schietti Cruz, Sexta Turma, julgado em 16.10.2024, DJe 23.10.2024. RELATÓRIO Cuida-se de agravo regimental interposto por MARCOS ANTONIO GOMES JUNIOR, contra decisão de fls. 94-95, que indeferiu liminarmente o habeas corpus por ausência de competência desta Corte para conhecer de writ manejado como substitutivo de revisão criminal após o trânsito em julgado da condenação. A parte agravante aponta ilegalidade na condenação pelo delito de extorsão mediante sequestro por ausência do elemento típico "exigência de resgate". Argumenta que, no caso concreto, a privação da liberdade não teve por finalidade condicionar a liberação da vítima ao pagamento de resgate; segundo os depoimentos, o contato com a esposa da vítima foi realizado apenas para viabilizar transferência bancária, por ser o aparelho dela o único habilitado para tal operação, inexistindo condicionamento da soltura ao pagamento (fls. 104-105). Requer o provimento do agravo regimental para que seja reconsiderada a decisão monocrática, com o conhecimento do habeas corpus e a concessão da ordem em definitivo; subsidiariamente, que o feito seja submetido à apreciação colegiada para exame pormenorizado e concessão da ordem. É o relatório. EMENTA DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE REVISÃO CRIMINAL. INVIABILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. I. Caso em exame 1. Agravo regimental interposto contra decisão que indeferiu liminarmente habeas corpus por ausência de competência do Superior Tribunal de Justiça para conhecer de writ manejado como substitutivo de revisão criminal após o trânsito em julgado da condenação. 2. A parte agravante alega ilegalidade na condenação pelo delito de extorsão mediante sequestro, sustentando ausência do elemento típico "exigência de resgate", pois a privação de liberdade não teria condicionado a soltura ao pagamento de resgate, mas sim à realização de transferência bancária. II. Questão em discussão 3. A questão em discussão consiste em saber se é possível a impetração de habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça contra acórdão transitado em julgado, como substitutivo de revisão criminal. III. Razões de decidir 4. O Superior Tribunal de Justiça não possui competência para processar e julgar habeas corpus contra acórdão transitado em julgado, uma vez que sua competência se restringe à revisão criminal de seus próprios julgados. 5. A decisão agravada não apresenta teratologia ou coação ilegal que justifique a concessão da ordem de habeas corpus. IV. Dispositivo e tese 6. Resultado do Julgamento: Agravo regimental não provido. Tese de julgamento: 1. O Superior Tribunal de Justiça não possui competência para processar e julgar habeas corpus contra acórdão transitado em julgado, sendo cabível apenas a revisão criminal de seus próprios julgados. 2. A decisão agravada não pode ser reformada na ausência de teratologia ou coação ilegal que justifique a concessão da ordem de habeas corpus . Dispositivos relevantes citados: CPP, art. 621. Jurisprudência relevante citada: STJ, AgRg no HC 751.156/SP, Rel. Min. Laurita Vaz, Sexta Turma, julgado em 09.08.2022, DJe 18.08.2022; STJ, AgRg no HC 883.060/SP, Rel. Min. Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, julgado em 22.04.2024, DJe 25.04.2024; STJ, AgRg no HC 916.691/MG, Rel. Min. Messod Azulay Neto, Quinta Turma, julgado em 12.03.2025, DJEN 19.03.2025; STJ, AgRg no HC 939.672/SC, Rel. Min. Rogério Schietti Cruz, Sexta Turma, julgado em 16.10.2024, DJe 23.10.2024.