Decisão · STJ

STJ HC 1055514

Rel. RIBEIRO DANTASjulgado em 2025-11-25publicado em 2025-12-24
TRIBUTÁRIO
Execução Penal. Agravo Regimental no habeas corpus. OFENSA AO Princípio da colegialidade. NÃO OCORRÊNCIA. Falta disciplinar grave. absolvição ou desclassificação. reexame fático-probatório. sanção coletiva. não ocorrência. Recurso improvido. I. Caso em exame 1. Agravo regimental interposto contra decisão que não conheceu do habeas corpus, no qual se indica ilegalidade na homologação de infração disciplinar de natureza grave (art. 50, VI da LEP). II. Questão em discussão 2. Há três questões em discussão: (i) saber se a decisão monocrática que não conheceu do habeas corpus violou o princípio da colegialidade; (ii) definir se a conduta do agravante configura falta grave ou média; e (iii) saber se houve individualização da conduta do agravante no procedimento administrativo disciplinar, afastando a alegação de sanção coletiva. III. Razões de decidir 3. A decisão monocrática proferida por relator não afronta o princípio da colegialidade, pois permite a interposição de agravo regimental para apreciação pela Turma. 4. A conduta do agravante foi devidamente individualizada no procedimento administrativo disciplinar, com base em depoimentos de agentes penitenciários que gozam de presunção de veracidade, afastando a alegação de sanção coletiva. 5. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça estabelece que a desconstituição ou desclassificação de falta grave implica revolvimento fático-probatório, providência vedada na via do habeas corpus. IV. Dispositivo e tese 6. Resultado do Julgamento: Agravo regimental improvido. Tese de julgamento: 1. A decisão monocrática proferida por relator não afronta o princípio da colegialidade. 2. A individualização da conduta do apenado, com base em depoimentos de agentes penitenciários, afasta a alegação de sanção coletiva. 3. A desconstituição ou desclassificação de falta grave exige revolvimento fático-probatório, obstado na via do habeas corpus. Dispositivos relevantes citados: CEP, art. 50, VI; art. 39, II e V. Jurisprudência relevante citada: STJ, AgRg no HC n. 485.393/SC, Rel. Min. Felix Fischer, Quinta Turma, DJe de 28/3/2019; STJ, AgRg no HC n. 988.036/SP, Rel. Min. Carlos Cini Marchionatti (Desembargador Convocado TJRS), Quinta Turma, DJEN de 26/5/2025; STJ, HC n. 975.441/SP, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, Sexta Turma, DJEN de 25/4/2025; STJ, AgRg no HC n. 939.825/SP, Rel. Min. Messod Azulay Neto, Quinta Turma, DJEN de 29/11/2024; STJ, AgRg no HC n. 748.272/MS, Rel. Min. Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, DJe de 16/2/2023; STJ, AgRg no HC n. 842.930/SC, Rel. Min. Ribeiro Dantas, DJe de 5/10/2023; STJ, AgRg no HC n. 686.255/SP, Rel. Min. Laurita Vaz, Sexta Turma, DJe de 24/9/2021. RELATÓRIO Trata-se de agravo regimental interposto DEUSDEDIT ANGELO ALVAREZ NETO contra a decisão que não conheceu do habeas corpus. Nas razões recursais, o recorrente alega, preliminarmente, a violação do princípio do colegiado, considerando que a flagrante ilegalidade deveria ter sido objeto de apreciação pelo Órgão Colegiado. Aduz, ainda, que não foi requerida a reanálise do conjunto fático-probatório, mas sim a ilegalidade decorrente da ausência de participação do paciente nos fatos. No mérito, assevera que a "ausência de elementos mínimos aptos a sustentar o decreto sancionatório, bem como a inexistência de subsunção dos fatos ao rol taxativo da LEP." (e-STJ, fl. 202). Sustenta a insuficiência de provas para sustentar o decreto sancionatório, uma vez que não houve a individualização das condutas nos depoimento dos servidores. Afirma, assim, que a sanção aplicada tem caráter coletivo, uma vez que os fatos englobam vinte e sete reeducandos. Requer, ao final, a submissão do feito à análise deste Órgão Colegiado, para que seja absolvido o paciente da falta disciplinar de natureza grave. É o relatório. EMENTA Execução Penal. Agravo Regimental no habeas corpus. OFENSA AO Princípio da colegialidade. NÃO OCORRÊNCIA. Falta disciplinar grave. absolvição ou desclassificação. reexame fático-probatório. sanção coletiva. não ocorrência. Recurso improvido. I. Caso em exame 1. Agravo regimental interposto contra decisão que não conheceu do habeas corpus, no qual se indica ilegalidade na homologação de infração disciplinar de natureza grave (art. 50, VI da LEP). II. Questão em discussão 2. Há três questões em discussão: (i) saber se a decisão monocrática que não conheceu do habeas corpus violou o princípio da colegialidade; (ii) definir se a conduta do agravante configura falta grave ou média; e (iii) saber se houve individualização da conduta do agravante no procedimento administrativo disciplinar, afastando a alegação de sanção coletiva. III. Razões de decidir 3. A decisão monocrática proferida por relator não afronta o princípio da colegialidade, pois permite a interposição de agravo regimental para apreciação pela Turma. 4. A conduta do agravante foi devidamente individualizada no procedimento administrativo disciplinar, com base em depoimentos de agentes penitenciários que gozam de presunção de veracidade, afastando a alegação de sanção coletiva. 5. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça estabelece que a desconstituição ou desclassificação de falta grave implica revolvimento fático-probatório, providência vedada na via do habeas corpus. IV. Dispositivo e tese 6. Resultado do Julgamento: Agravo regimental improvido. Tese de julgamento: 1. A decisão monocrática proferida por relator não afronta o princípio da colegialidade. 2. A individualização da conduta do apenado, com base em depoimentos de agentes penitenciários, afasta a alegação de sanção coletiva. 3. A desconstituição ou desclassificação de falta grave exige revolvimento fático-probatório, obstado na via do habeas corpus. Dispositivos relevantes citados: CEP, art. 50, VI; art. 39, II e V. Jurisprudência relevante citada: STJ, AgRg no HC n. 485.393/SC, Rel. Min. Felix Fischer, Quinta Turma, DJe de 28/3/2019; STJ, AgRg no HC n. 988.036/SP, Rel. Min. Carlos Cini Marchionatti (Desembargador Convocado TJRS), Quinta Turma, DJEN de 26/5/2025; STJ, HC n. 975.441/SP, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, Sexta Turma, DJEN de 25/4/2025; STJ, AgRg no HC n. 939.825/SP, Rel. Min. Messod Azulay Neto, Quinta Turma, DJEN de 29/11/2024; STJ, AgRg no HC n. 748.272/MS, Rel. Min. Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, DJe de 16/2/2023; STJ, AgRg no HC n. 842.930/SC, Rel. Min. Ribeiro Dantas, DJe de 5/10/2023; STJ, AgRg no HC n. 686.255/SP, Rel. Min. Laurita Vaz, Sexta Turma, DJe de 24/9/2021.
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