Decisão · STJ

STJ HC 1040091

Rel. RIBEIRO DANTASjulgado em 2025-10-01publicado em 2025-12-02
TRIBUTÁRIO
Direito Processual Penal. Agravo Regimental em Habeas Corpus. HABEAS CORPUS COMO SUBSTITUTIVO DE REVISÃO CRIMINAL. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL imPROVIDO. I. Caso em exame 1. Agravo regimental interposto contra decisão que negou provimento a recurso ordinário em habeas corpus, impetrado em favor de condenado, alegando constrangimento ilegal decorrente de exasperação da pena-base sem fundamentação concreta e de condenação baseada em reconhecimento pessoal realizado sem observância dos requisitos do art. 226 do CPP. 2. O agravante sustenta a necessidade de readequação da pena e alteração do regime inicial de cumprimento da pena, argumentando que o habeas corpus deve ser conhecido, mesmo em face de condenação transitada em julgado, devido à flagrante ilegalidade. II. Questão em discussão 3. A questão em discussão consiste em saber se o habeas corpus pode ser utilizado como substitutivo de revisão criminal em caso de condenação já transitada em julgado e se há preclusão temporal que impeça o seu conhecimento. III. Razões de decidir 4. O habeas corpus não pode ser conhecido como substitutivo de revisão criminal, pois não houve inauguração da competência do Superior Tribunal de Justiça para tal revisão, conforme disposto no art. 105, I, "e", da Constituição da República. 5. Não há flagrante ilegalidade no acórdão impugnado que justifique a concessão da ordem de ofício, uma vez que a condenação do paciente não decorreu exclusivamente do reconhecimento pessoal, mas também de outros elementos de prova, como depoimentos de testemunhas e de corréus, além da sua própria confissão. . IV. Dispositivo e tese 7. Resultado do Julgamento: Agravo regimental improvido. Tese de julgamento: 1. O habeas corpus não pode ser utilizado como substitutivo de revisão criminal para condenações já transitadas em julgado. 2. A preclusão temporal impede o conhecimento do habeas corpus quando há longo decurso de tempo desde o trânsito em julgado da decisão impugnada. Dispositivos relevantes citados: CR/1988, art. 105, I, "e"; CPP, art. 654, § 2º. Jurisprudência relevante citada: STJ, AgRg no HC 851.309/MG, Rel. Min. Messod Azulay Neto, Quinta Turma, DJE 15.12.2023; STJ, AgRg no HC 754.541/SP, Rel. Min. Daniela Teixeira, Quinta Turma, DJE 13.09.2024; STJ, AgRg no HC 981.876/MG, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, DJE 16.06.2025. RELATÓRIO Trata-se de agravo regimental interposto por VAGNER DA SILVA RODRIGUES DE JESUS contra a decisão de fls. 53-56 (e-STJ), na qual se negou provimento ao recurso ordinário em habeas corpus impetrada em seu favor. Em suas razões, o agravante argumenta que o habeas corpus deve ser conhecido, ainda que impetrado em oposição a acórdão transitado em julgado, pois é evidente o constrangimento ilegal decorrente de condenação exclusivamente baseada em reconhecimento pessoal realizado sem a observâncias dos requisitos do art. 226 do CPP. Requer a reconsideração ou a submissão do pleito ao julgamento colegiado. É o relatório. EMENTA Direito Processual Penal. Agravo Regimental em Habeas Corpus. HABEAS CORPUS COMO SUBSTITUTIVO DE REVISÃO CRIMINAL. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL imPROVIDO. I. Caso em exame 1. Agravo regimental interposto contra decisão que negou provimento a recurso ordinário em habeas corpus, impetrado em favor de condenado, alegando constrangimento ilegal decorrente de exasperação da pena-base sem fundamentação concreta e de condenação baseada em reconhecimento pessoal realizado sem observância dos requisitos do art. 226 do CPP. 2. O agravante sustenta a necessidade de readequação da pena e alteração do regime inicial de cumprimento da pena, argumentando que o habeas corpus deve ser conhecido, mesmo em face de condenação transitada em julgado, devido à flagrante ilegalidade. II. Questão em discussão 3. A questão em discussão consiste em saber se o habeas corpus pode ser utilizado como substitutivo de revisão criminal em caso de condenação já transitada em julgado e se há preclusão temporal que impeça o seu conhecimento. III. Razões de decidir 4. O habeas corpus não pode ser conhecido como substitutivo de revisão criminal, pois não houve inauguração da competência do Superior Tribunal de Justiça para tal revisão, conforme disposto no art. 105, I, "e", da Constituição da República. 5. Não há flagrante ilegalidade no acórdão impugnado que justifique a concessão da ordem de ofício, uma vez que a condenação do paciente não decorreu exclusivamente do reconhecimento pessoal, mas também de outros elementos de prova, como depoimentos de testemunhas e de corréus, além da sua própria confissão. . IV. Dispositivo e tese 7. Resultado do Julgamento: Agravo regimental improvido. Tese de julgamento: 1. O habeas corpus não pode ser utilizado como substitutivo de revisão criminal para condenações já transitadas em julgado. 2. A preclusão temporal impede o conhecimento do habeas corpus quando há longo decurso de tempo desde o trânsito em julgado da decisão impugnada. Dispositivos relevantes citados: CR/1988, art. 105, I, "e"; CPP, art. 654, § 2º. Jurisprudência relevante citada: STJ, AgRg no HC 851.309/MG, Rel. Min. Messod Azulay Neto, Quinta Turma, DJE 15.12.2023; STJ, AgRg no HC 754.541/SP, Rel. Min. Daniela Teixeira, Quinta Turma, DJE 13.09.2024; STJ, AgRg no HC 981.876/MG, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, DJE 16.06.2025.
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