Decisão · STJ

STJ HC 1022135

Rel. RIBEIRO DANTASjulgado em 2025-07-28publicado em 2025-10-14
TRIBUTÁRIO
Direito processual penal. Agravo regimental. Habeas corpus. Substitutivo de revisão criminal. Agravo regimental IMprovido. I. Caso em exame 1. Agravo regimental interposto contra decisão que não conheceu de habeas corpus impetrado em favor de paciente condenado por crimes de mesma espécie, com trânsito em julgado em 5/2/2021, alegando continuidade delitiva e flagrante ilegalidade. 2. O agravante sustenta que o habeas corpus deve ser conhecido, mesmo após o trânsito em julgado, por tratar-se de flagrante ilegalidade, e reitera os argumentos de que os crimes foram cometidos com o mesmo modus operandi, na mesma data e em horários próximos, preenchendo os requisitos objetivos e subjetivos para aplicação do art. 71 do Código Penal. II. Questão em discussão 3. A questão em discussão consiste em saber se o habeas corpus pode ser utilizado como substitutivo de revisão criminal para condenações já transitadas em julgado. III. Razões de decidir 4. A decisão transitada em julgado impede a utilização do habeas corpus como substitutivo de revisão criminal, sob pena de usurpação da competência do Tribunal de origem, conforme disposto no art. 105, I, "e", da Constituição da República 5. Não se verifica a existência de ilegalidade ou constrangimento ilegal ao direito ambulatorial do agravante que justifique a concessão de habeas corpus de ofício. 6. O agravo regimental não trouxe novos argumentos capazes de infirmar a decisão agravada, devendo ser mantido o decisum pelos próprios fundamentos. IV. Dispositivo e tese 7 . Agravo regimental improvido. Tese de julgamento: 1. O habeas corpus não pode ser utilizado como substitutivo de revisão criminal para condenações já transitadas em julgado. 2. A preclusão temporal impede o conhecimento do habeas corpus quando há longo decurso de tempo desde o trânsito em julgado da decisão impugnada. Dispositivos relevantes citados: CR/1988, art. 105, I, "e"; CPP, art. 654, § 2º. Jurisprudência relevante citada: STJ, AgRg no HC 851.309/MG, Rel. Min. Messod Azulay Neto, Quinta Turma, DJE 15.12.2023; STJ, AgRg no HC 981.876/MG, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, DJE 16.06.2025. RELATÓRIO Trata-se de agravo regimental interposto por MARCOS FELIPE DO NASCIMENTO MEDEIROS contra a decisão de fls. 172-176 (e-STJ), na que não conheceu do habeas corpus impetrado em favor do paciente. Em suas razões, o agravante argumenta que, não obstante o trânsito em julgado, o habeas corpus deve ser conhecido, por se tratar de flagrante ilegalidade. Ainda, reitera os argumentos iniciais formulados no sentido de que deve ser reconhecida a continuidade delitiva entre os crimes pelos quais o paciente foi condenado, pois as ações versam sobre crimes de mesma espécie, cometidos com o mesmo modus operandi, na mesma data, em horários próximos, estando preenchidos os requisito de ordem objetiva e subjetiva para a aplicação do art. 71 do Código Penal. Requerem a reconsideração ou a submissão do pleito ao julgamento colegiado. É o relatório. EMENTA Direito processual penal. Agravo regimental. Habeas corpus. Substitutivo de revisão criminal. Agravo regimental IMprovido. I. Caso em exame 1. Agravo regimental interposto contra decisão que não conheceu de habeas corpus impetrado em favor de paciente condenado por crimes de mesma espécie, com trânsito em julgado em 5/2/2021, alegando continuidade delitiva e flagrante ilegalidade. 2. O agravante sustenta que o habeas corpus deve ser conhecido, mesmo após o trânsito em julgado, por tratar-se de flagrante ilegalidade, e reitera os argumentos de que os crimes foram cometidos com o mesmo modus operandi, na mesma data e em horários próximos, preenchendo os requisitos objetivos e subjetivos para aplicação do art. 71 do Código Penal. II. Questão em discussão 3. A questão em discussão consiste em saber se o habeas corpus pode ser utilizado como substitutivo de revisão criminal para condenações já transitadas em julgado. III. Razões de decidir 4. A decisão transitada em julgado impede a utilização do habeas corpus como substitutivo de revisão criminal, sob pena de usurpação da competência do Tribunal de origem, conforme disposto no art. 105, I, "e", da Constituição da República 5. Não se verifica a existência de ilegalidade ou constrangimento ilegal ao direito ambulatorial do agravante que justifique a concessão de habeas corpus de ofício. 6. O agravo regimental não trouxe novos argumentos capazes de infirmar a decisão agravada, devendo ser mantido o decisum pelos próprios fundamentos. IV. Dispositivo e tese 7 . Agravo regimental improvido. Tese de julgamento: 1. O habeas corpus não pode ser utilizado como substitutivo de revisão criminal para condenações já transitadas em julgado. 2. A preclusão temporal impede o conhecimento do habeas corpus quando há longo decurso de tempo desde o trânsito em julgado da decisão impugnada. Dispositivos relevantes citados: CR/1988, art. 105, I, "e"; CPP, art. 654, § 2º. Jurisprudência relevante citada: STJ, AgRg no HC 851.309/MG, Rel. Min. Messod Azulay Neto, Quinta Turma, DJE 15.12.2023; STJ, AgRg no HC 981.876/MG, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, DJE 16.06.2025.
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