Decisão · STJ

STJ HC 1000499

Rel. SEBASTIÃO REIS JÚNIORjulgado em 2025-05-02publicado em 2025-06-30
PENAL
HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO QUALIFICADO. PRISÃO PREVENTIVA. GRAVIDADE CONCRETA DA CONDUTA DELITUOSA. PACIENTE QUE ENTROU EM CONTATO COM TESTEMUNHA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. INEXISTÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. Ordem denegada. RELATÓRIO Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de GABRIELLA ANACLETO KIEFER, no qual se aponta como órgão coator o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, que denegou a ordem no HC n. 5000198-79.2025.8.08.0000 (fls. 11/16), mantendo a prisão preventiva decretada em razão da suposta prática do crime previsto no art. 121, § 2º, I, III e IV, do Código Penal (Processo n. 5042709-21.2024.8.08.0035 - fls. 20/25). O acórdão foi assim ementado (fl. 12): HABEAS CORPUS - HOMICÍDIO QUALIFICADO - AUSÊNCIA DE REQUISITOS PRISÃO PREVENTIVA - CONTEMPORANEIDADE DA DECRETAÇÃO DA PRISÃO - ORDEM DENEGADA. 1 - Não encontra amparo a ordem pretendida em favor do paciente, quando o decreto prisional combatido se mostra devidamente justificado e fundamentado no caso concreto, indicando a materialidade e os indícios de autoria. 2 - No que diz respeito à alegação de ausência de contemporaneidade da decretação da prisão, verifico que em que pese os fatos terem ocorrido em 2021, as investigações passaram a avançar chegando à possível autoria delitiva apontando para a paciente e o corréu. Ocorre que o comportamento da paciente, buscando contato com testemunha, indica tentativa de interferir nas investigações, razão pela qual o decreto prisional se mostra devidamente fundamentado. 3 - Ordem denegada. Alega a defesa que a paciente não sabia que sua amiga iria depor no caso, e que tiveram um contato isolado, por meio do Instagram. Sustenta que se trata de ré primária, com bons antecedentes, trabalho lícito e residência fixa. Aduz que a decisão que decretou a prisão preventiva carece de fundamentação idônea, limitando-se a reproduzir argumentos abstratos e sem ancoragem fática quanto à suposta necessidade de garantir a ordem pública (fl. 8). Defende que a segregação cautelar não pode ser mantida com base em meras presunções de risco processual. Requer a revogação da prisão preventiva, ainda que com a aplicação de medidas cautelares alternativas. Sem pedido liminar, o Ministério Público Federal opinou pelo não conhecimento do writ (fls. 72/76). Estes autos foram a mim distribuídos em razão de conexão com o RHC n. 215.766/ES. É o relatório. EMENTA HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO QUALIFICADO. PRISÃO PREVENTIVA. GRAVIDADE CONCRETA DA CONDUTA DELITUOSA. PACIENTE QUE ENTROU EM CONTATO COM TESTEMUNHA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. INEXISTÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. Ordem denegada.
← Buscar mais precedentes Ver no site oficial do tribunal →