Decisão · STJ

STJ HC 874460

Rel. ROGERIO SCHIETTI CRUZjulgado em 2023-12-02publicado em 2024-03-15
TRIBUTÁRIO
AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PRISÃO PREVENTIVA. FURTO QUALIFICADO. FUNDAMENTAÇÃO SUFICIENTE. RISCO DE REITERAÇÃO DELITIVA. REGISTROS ANTERIORES POR TRÁFICO DE DROGAS. DECISÃO MANTIDA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 1. É imperioso destacar que, para ser compatível com o Estado Democrático de Direito - o qual se ocupa de proteger tanto a liberdade quanto a segurança e a paz públicas - e com a presunção de não culpabilidade, é necessário que a decretação e a manutenção da prisão cautelar se revistam de caráter excepcional e provisório. A par disso, a decisão judicial deve ser suficientemente motivada, mediante análise da concreta necessidade da cautela, nos termos dos artigos 282, incisos I e II c/c 312 do CPP. 2. O Juízo singular, ao impor a medida cautelar extrema, salientou o risco de reiteração delitiva, visto que "Dara ostenta inquérito policial em andamento, no qual é investigada pela prática de tráfico de entorpecentes, circunstância que comprova a personalidade distorcida daquela que, reiteradamente, insiste em praticar condutas ilícitas e pretende se furtar à aplicação da lei penal". 3. A esse respeito, " e m razão das indicadas circunstâncias do fato, as medidas cautelares alternativas à prisão não se mostram adequadas e suficientes para evitar a prática de novas infrações penais" (AgRg no HC n. 868.141/SP, relator Ministro Rogerio Schietti, Sexta Turma, DJe de 11/12/2023.) 4. Agravo regimental não provido. RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO ROGERIO SCHIETTI CRUZ: DARA KATAIHAMY JORGETTI agrava da decisão de fls. 209-210, em que indeferi liminarmente o habeas corpus para manter sua prisão preventiva. Para tanto, assere que "não há óbice para a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão, que podem ser fixadas, inclusive, com o arbitramento de liberdade provisória, consoante artigo 321 do Código de Processo Penal .. a paciente é primária, conforme documentos anexos e, ainda, possui quatro filhos menores de 12 (doze) anos. Conforme entendimento jurisprudencial, a dependência da mãe é presumida, sequer precisando ser comprovada nos autos" (fls. 214-216). Requer, assim, "o provimento do agravo regimental, para que seja levado à turma, com a consequente reforma da decisão que denegou o habeas corpus anteriormente impetrado, para que seja a agravante colocada em liberdade para que aguarde o normal andamento do feito" (fl. 217). AgRg no HABEAS CORPUS Nº 874.460 - SP (2023/0439811-3) EMENTA AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PRISÃO PREVENTIVA. FURTO QUALIFICADO. FUNDAMENTAÇÃO SUFICIENTE. RISCO DE REITERAÇÃO DELITIVA. REGISTROS ANTERIORES POR TRÁFICO DE DROGAS. DECISÃO MANTIDA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 1. É imperioso destacar que, para ser compatível com o Estado Democrático de Direito - o qual se ocupa de proteger tanto a liberdade quanto a segurança e a paz públicas - e com a presunção de não culpabilidade, é necessário que a decretação e a manutenção da prisão cautelar se revistam de caráter excepcional e provisório. A par disso, a decisão judicial deve ser suficientemente motivada, mediante análise da concreta necessidade da cautela, nos termos dos artigos 282, incisos I e II c/c 312 do CPP. 2. O Juízo singular, ao impor a medida cautelar extrema, salientou o risco de reiteração delitiva, visto que "Dara ostenta inquérito policial em andamento, no qual é investigada pela prática de tráfico de entorpecentes, circunstância que comprova a personalidade distorcida daquela que, reiteradamente, insiste em praticar condutas ilícitas e pretende se furtar à aplicação da lei penal". 3. A esse respeito, " e m razão das indicadas circunstâncias do fato, as medidas cautelares alternativas à prisão não se mostram adequadas e suficientes para evitar a prática de novas infrações penais" (AgRg no HC n. 868.141/SP, relator Ministro Rogerio Schietti, Sexta Turma, DJe de 11/12/2023.) 4. Agravo regimental não provido.
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